Os 10 melhores livros para o investidor de longo prazo

Índice

Introdução

A arte de escolher acções de empresas para investir depende de um vasto conhecimento geral, como diz Charlie Munger. Quem deseja aventurar-se nesta actividade, descobre, mais cedo ou mais tarde, que se trata de uma jornada sem fim pela busca do conhecimento – sobre o mundo – e, sobretudo, uma eterna busca de autoconhecimento.

Por onde começar essa busca?

O que temos de estudar?

Que livros temos de ler?

Qual a bibliografia recomendada?

A resposta mais fácil seria dizer – leia tudo, sobre qualquer assunto, o tempo todo. Em parte, é verdade. Charlie Munger disse: “Em toda a minha vida, nunca vi pessoas sábias que não lessem o tempo todo; nenhuma, zero. Vocês ficariam espantados com o tanto que o Warren lê e o quanto eu leio.”

Para começar essa jornada de leitura, deixo aqui uma lista de ingredientes, mas não espere encontrar receitas prontas. Mais do que dar critérios operacionais, esta lista de livros contribuirá para a formação de uma verdadeira cultura de investimento (de longo prazo), em detrimento da mentalidade especulativa (de curto prazo), que delapidou a carteira de muitos investidores (principalmente novatos).

#1 – O Investidor Inteligente (Benjamin Graham)

Melhores livros sobre bolsa: O investidor inteligente - Benjamin Graham

Warren Buffett é considerado por muitos o maior investidor de todos os tempos. O livro que mais o marcou, quando era ainda muito novo, foi “O Investidor Inteligente”…

“De longe, o melhor livro sobre investimentos já escrito”

…do autor que viria a ser o seu professor e a sua maior influência – Benjamin Graham (professor na Universidade de Columbia, investidor e gestor de carteiras… e amante de artes clássicas). O aspecto central da obra é o próprio conceito de investimento, como uma operação que “promete a segurança do capital e um retorno adequado”, sendo especulativas todas as operações que não respeitam esse critério. A preocupação com a segurança do principal, isto é, do capital investido, que levou Warren Buffett à formulação da sua máxima…

Regra número um: nunca perca dinheiro.
Regra número dois: não esqueça a regra número um.

… e a noção de Margem de Segurança (de comprar um activo a desconto ou, pelo menos, não pagar um preço demasiado alto) são ideias essenciais ao investidor de longo prazo, já um pouco esquecidas pelos investidores que entraram na Bolsa no actual ciclo de mercado, e que acreditam que as árvores crescem até ao céu.

As últimas edições do livro incluem o ensaio “The Superinvestors of Graham-and-Doddsville”…

The superinvestors of Graham-and-Doddsville

… a transcrição de uma palestra proferida na Universidade de Columbia em 1984 – em comemoração do aniversário dos 50 anos da obra “Security Analysis”, escrita pelos professores Benjamin Graham e David Dodd, cujas ideias foram popularizadas, mais tarde, no livro “O Investidor Inteligente” – que oferece um estudo fascinante de como os discípulos de Graham usaram os métodos do mestre para alcançar um sucesso fenomenal no mercado de acções. Warren Buffett questionou: “Será que a abordagem à análise de investimento de Graham e Dodd que diz «procure valores com uma margem de segurança significativa relativa aos preços» está ultrapassada?” Warren acha que não, e demonstra-o com aqueles que formaram parte da herança intelectual de Benjamin Graham. Diz ele: “Tornaram-se todos muito ricos”:

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#2 – One Up on Wall Street (Peter Lynch)

One Up in Wall Street - Peter Lynch

Peter Lynch é um dos maiores stock pickers de sempre. Entre 1977 a 1990, Lynch geriu o fundo de investimentos Fidelity Magellan onde obteve um surpreendente retorno anualizado de 29%, muito acima dos índices de referência:

Performance do Fidelity Magellan Fund de Peter Lynch entre 1978 e 1990 comparada com o Dow Jones Industrial Average

No seu livro – repleto de casos reais, nos quais descreve os seus acertos, os seus erros, as dificuldades, o processo de investimento, etc. – Peter Lynch traça o ADN das empresas em Bolsa, enquadrando-as em 6 categorias…

  1. Slow Growers: grandes companhias de crescimento lento;
  2. Stalwarts: grandes empresas confiáveis, com fundamentais sólidos, muito resistentes às incertezas económicas, e que apresentam algum crescimento;
  3. Fast Growers: empresas de crescimento rápido, as mais queridas de Lynch (principalmente as tenbaggers, o termo aqui popularizado que se refere às acções que decuplicaram);
  4. Cyclicals: empresas cíclicas, que devem ser compradas nos ciclos de baixa e vendidas nos ciclos de alta;
  5. Turnarounds: empresas em recuperação, que tanto podem falir (ou depreciar) como recuperar estrondosamente;
  6. Asset Plays: empresas com activos ocultos, não raras vezes desprezadas pelo mercado.

… dando recomendações e abordagens adequadas a cada uma delas.

O livro é um best seller. Apesar da primeira edição ter sido publicada em 1989, o conteúdo continua actual:

“(…) estou convencido de que os mesmos princípios que me auxiliaram a obter um bom desempenho no Fundo de Investimentos Fidelity Magellan ainda se aplicam ao investimento em acções nos dias de hoje (…)”

Peter Lynch

#3 – Efeito Bola de Neve, A Biografia de Warren Buffett (Alice Schroeder)

biografia autorizada de Warren Buffet - Efeito Bola de Neve

Esta é a única biografia autorizada de Warren Buffet. Nela, a jornalista Alice Schroeder traça o perfil do investidor, desde o seu nascimento e genealogia (consta que os primeiros Buffett eram agricultores) até 2008, logo após a Berkshire Hathaway (o conglomerado gerido por Buffett) ter-se tornado a primeira acção norte-americana a transaccionar acima dos cem mil dólares. Hoje, cada acção vale uma fortuna (+ $400 K):

Gráfico das ações da Berkshire Hathaway desde a entrada em bolsa

Para escrever o Efeito Bola de Neve, a autora passou mais de cinco anos a entrevistar Warren Buffett, tanto pessoalmente como por telefone, e recebeu daquele velhinho tempo ilimitado e liberdade para vaguear entre os seus arquivos pessoais.

#4 – Poor Charlie’s Almanack (Charlie Munger)

Poor Charlie's Almanack

Charlie Munger é o principal sócio de Warren Buffet…

Charlie Munger e Warren Buffet

… tendo influenciado bastante a mudança no estilo de investimento de Buffett, que após 1969 (ano de encerramento da Buffett Partnership) abandonou progressivamente o investimento em cigar butts (pontas de charuto) – nome dado às empresas que transaccionavam a um custo inferior ao valor contabilístico dos activos correntes líquidos (NCAV – Net Current Asset Value), termo que Graham utilizava para designar o resultado do activo corrente (depósitos, títulos, investimentos de curto prazo, contas a receber, etc.) menos o passivo total (tudo o que a empresa devia), considerando apenas os activos mais líquidos, sem atribuir qualquer valor aos activos não correntes (como instalações fabris, viaturas, máquinas, etc.) – para se dedicar às empresas fantásticas. As pontas de charuto eram empresas quase-falidas, mas que deram a melhor rentabilidade de sempre a Buffett (31% ao ano):

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Após ter juntado um volume muito grande de dinheiro, e os níveis de mercado terem dissipado essas oportunidades, o investimento em cigar butts tornou-se impraticável:

“Eu tenho de procurar elefantes. Pode ser que os elefantes não sejam tão atraentes quanto os mosquitos, mas é nesse universo que eu tenho de viver.”

Warren Buffett

Considerando essa circunstância pessoal, tornou-se melhor comprar “empresas maravilhosas a um preço justo, do que empresas justas a um preço maravilhoso”.

Poor Charlie’s Almanack (que é um trocadilho derivado do Poor Richard’s Almanack de Benjamin Franklin) contém uma série de ensinamentos e um poço de sabedoria daquele que ajudou a construir o império da Berkshire Hathaway.

#5 – Common Stocks and Uncommon Profits (Philip A. Fisher)

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Warren Buffett diz que é 85% Benjamin Graham e 15% Philip Fisher (talvez nos últimos anos estes 15% tenham aumentado). Neste livro, o autor perspassa 15 questões que devem ser verificadas no mercado de acções. Estas reduzem-se a 5 categorias:

  1. Perspectivas de crescimento
  2. Margens de lucro
  3. Pesquisa, vendas e contabilidade
  4. Gestão
  5. Honestidade e integridade

A filosofia de investimento de Philip Fisher (que sofria da síndrome de Asperger, comum a outros investidores) foca o potencial de crescimento de longo prazo das empresas, tendo o investidor se especializado em empresas inovadoras com uma forte componente de Pesquisa e Desenvolvimento.

#6 – The Little Book of Value Investing (Christopher H. Browne)

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“Saldos” é uma das palavras mais convincentes do mundo da publicidade. No supermercado todos gostam de comprar bifes quando os preços caem, ao contrário do mercado de acções, no qual a generalidade dos investidores foge à mínima queda das cotações. Comprar acções baratíssimas pelo mundo inteiro, como quem compra “bifes nos saldos” (analogia do autor), procurando notas de 1 dólar por 66 cêntimos, é o lema de Christopher Browne, que foi durante 30 anos associado da Tweedy, Browne Company, a mais antiga gestora de patrimónios de Wall Street (até Benjamin Graham foi lá cliente).

#7 – The Most Important Thing (Howard Marks)

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Howard Marks é o co-fundador e co-presidente da Oaktree Capital Management, a maior firma de investimento em títulos de risco do mundo. No ano passado, Marks tinha um património líquido de $2,1 B, tendo sido classificado em 391º no ranking da Forbes (dos 400 americanos mais ricos). No seu escritório, Howard Marks foi escrevendo um conjunto de notas (memos) acerca das coisas mais importantes no investimento. Num certo momento dizia que o mais importante era controlar o risco, cinco minutos depois dizia que o mais importante era comprar barato, logo a seguir já estava a dizer que a coisa mais importante era saber em que parte do ciclo económico estávamos. No final, terminou com um conjunto de coisas que considerava as “mais importantes”. Apesar de terem sofrido ajustes ao longo do tempo, a ideia fundamental não mudou: todas são importantes. Mais do que um manual sobre como investir, The Most Important Thing é, nas palavras do autor…

“(…) uma declaração sobre minha filosofia de investimento, o meu credo, a minha religião.”

Howard Marks

#8 – Como enriquecer na Bolsa com Warren Buffett (Mary Buffett & David Clark)

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Como se tornar um buffettologista? Mary Buffett foi casada durante 12 anos com Peter, filho de Warren Buffett, e teve o privilégio de conviver com o investidor durante esse período. Buffettology (Como Enriquecer na Bolsa com Warren Buffett, na tradução portuguesa) encontra-se dividido em duas partes:

  1. A primeira, “A arte da Buffettologia básica”, tem um carácter introdutório e qualitativo.
  2. A segunda, “Buffettologia Avançada”, é um aprofundamento de carácter mais quantitativo, com casos práticos e cálculo financeiro.

Depois de ler os 47 capítulos, o leitor estará apto a se tornar um “buffettologista” – um estudioso das técnicas desenvolvidas por Warren Buffett.

Não só recomendo esse, como todos os outros livros da autora, principalmente “Buffett e as Demonstrações Financeiras”, um livro que analisa todas as componentes do Balanço, da Demonstração de Resultados e da Demonstração de Fluxos de Caixa, na óptica “buffettiana”.

#9 – Dividends Don’t Lie: Finding Value in Blue-chip Stocks (Geraldine Weiss)

Foi publicada a seguinte análise do César Borja: https://borjaonstocks.com/us/tenho-de-vender-a-danaos-mas-so-acima-de-100/

Não há muitas mulheres neste ramo de negócio, mas esta vale por muitos homens. Geraldine Weiss, considerada a “dama dos dividendos”, nasceu em 1926 (tem 95 anos), numa altura em que as mulheres nem sequer pensavam em investir ou trabalhar no ramo financeiro. Após se formar na Universidade da Califórnia em Negócios e Finanças, teve dificuldade em encontrar um emprego qualificado (algo vedado às mulheres da altura), pois apenas lhe foram oferecidas oportunidades para trabalhar como secretária. Foi então que em 1966 decidiu fundar a Investment Quality Trends (IQT), a sua newsletter de investimentos por correspondência, na qual assinava o boletim como “G. Weiss”, para ocultar o seu género.

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Só em 1970, após ter alcançado um historial de sucesso, é que decidiu revelar a sua identidade. Weiss foi a primeira mulher a ter uma licença de investimento, e utilizava uma estratégia baseada nos critérios quantitativos de Benjamin Graham, do qual era discípula. Como explica no seu livro (Dividends don’t Lie), as acções da sua carteira concentrada tinham de ter os seguintes critérios mínimos:

  1. Aumento dos Dividendos em 5 dos últimos 12 anos
  2. Rating da S&P de “A”
  3. Pelo menos 5.000.000 acções em circulação
  4. Pelo menos 80 investidores institucionais
  5. Pelo menos 25 anos de dividendos ininterruptos
  6. Aumento dos lucros em 7 dos últimos 12 anos

Também desenhava à mão os seus gráficos proprietários (hoje são gerados por software), que, com base no dividend yield histórico, apontavam para zonas undervalue e overvalue, gerando sinais de compra e venda:

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Nota: reparei agora que este gráfico das acções da Disney gerou uma óptima mais-valia. 

Com uma estratégia relativamente simples, conseguiu bater consistentemente o S&P 500

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… e, certamente, a maioria dos investidores do sexo masculino.

#10 – Modern Value Investing: 25 Tools to Invest With a Margin of Safety in Today’s Financial Environment (Sven Carlin)

Modern Value Investing: 25 Tools to Invest With a Margin of Safety in Today's Financial Environment

Também quero incluir aqui um livro de edição recente. Este foi lançado pelo Sven Carlin (com quem já tive oportunidade de trocar umas mensagens… ele investiu na nossa Altri). Apesar de sintético, o livro tem um conteúdo bastante abrangente e simples de ler:

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#Dez vírgula um – Faça Fortuna com Ações (Décio Bazin)

Faça fortuna com ações - Décio Bazin

Também quero incluir aqui aquele que é o melhor livro de investimentos escrito por um brasileiro, o único recomendado pelo Luiz Barsi: Faça Fortuna com Ações (1992), de Décio Bazin (pseudónimo), jornalista, investidor e gestor de carteiras. A realidade do livro é a brasileira (onde não há imposto sobre os dividendos… por enquanto). Mais importante do que os critérios operacionais descritos no livro, destaco a defesa da cultura de investimento de longo prazo contra a especulação e o trading de curto prazo. As histórias da Bolsa da década de 70, 80 e 90 também são muito interessantes e engraçadas.

By the way… a capa é genial: o rei do xadrez (razão) vence o rei das cartas (sorte).

#Dez vírgula dois – Ganhar em Bolsa (Fernando Braga de Matos)

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Quando alguém quer começar a investir e me pergunta que livro ler, eu lembro-me sempre do Fernando Braga de Matos (já vai na 13ª…devo ter a 1ª edição). Ele incluiu um conjunto alargado de tópicos de análise fundamental, análise técnica (como as médias móveis ou “merdas móveis”, como ele dizia), entre outros. Posteriormente, lançou um compêndio mais reduzido (que eu até prefiro) – A Bolsa para Iniciados:

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#Dez vírgula três…

Ehhh… a lista vai longa e já ultrapassou o limite, mas teria mais livros a acrescentar. Não tenho a certeza de serem esses os melhores, nem mesmo da assertividade do critério de escolha. Enfim… não percam os próximos episódios.

Disclaimer

Esta publicação é para efeitos meramente informativos e educacionais e não deverá ser entendida como uma recomendação para comprar ou vender acções.

Se entender esta publicação como uma recomendação, tenha em conta que ela é generalista e poderá não ser adequada ao seu perfil de risco, que é único. A sua situação financeira individual não foi tida em consideração pelo Autor da análise, que desconhece o perfil de risco e objectivos de cada um Subscritores do Investidor Prudente.

Se necessitar de conselhos financeiros personalizados, procure sempre os serviços de um profissional devidamente credenciado e autorizado pela CMVM.

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2 respostas

  1. Obrigado pelas recomendações. Ainda me faltam alguns desta lista, vou começar pelo brasileiro e para fã como eu, de Peter Lynch recomendo o “beating the street” e o Market Wizzards do Jack D. Schwager.

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